
Às vezes descobre-se um céu,
Que serenamente afaga a cidade.
E dá às ruas, às casas,
Um toque de sonho, de irrealidade.
Há sempre uma fantasia,
Uma luz difusa, estranha, prateada,
Que desce do céu luminoso
Abrançando a noite até à madrugada.
Do cimo da estrela maior,
A que mais brilha e mais nos seduz,
Jorram pós de prata e oiro
E é um carro de anjos que a conduz.
Serena, penteando os cabelos,
Em doce recato dando a voz aos céus,
Bebendo chá de erva cidreira,
Lá está Amália cantando para Deus.
Fernando M. Augusto
Olá Valéria!
Para começar considero esta sua descoberta deliciosa, muito obrigado pelo belo poema, gostaria de saber em que disco dé Amália é possível escutá-lo?
Sendo que ontem ouvi no programa de Ana Sousa Dias, programa que vejo sempre, uma entrevista com Mìsica, de quem não conheço o trabalho, e ouvindo-a falar de um naipe de acontecimentos importantes relacionados com a sua carreira, entre prémios até hoje ganhos por distintas personalidades, etc., sendo a Valéria Mendez uma fadista residente em Paris e uma profunda conhecedora destes dois assuntos, gostaria que me dissesse a sua opinião e revelasse o seu conhecimento, se estiver disposta, sendo eu um leigo em matéria de Fado e de realidade cultural parisiense no mundo de hoje. Pareceu-me Mísia uma mulher inteligente e empenhada no seu trabalho?
O Blog Apenas o Amor tem ressentido a sua ausência. Até Breve e Obrigado!
Afixado por: João Maria em junho 1, 2004 09:27 PM